quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Criação dos Deuses!

A mais excêntrica quimera
Dilui-se por galáxias
De Andrômeda
À via láctea

Estrelas inertes atravessa
E seu brilho menospreza
Passa por Netuno, Júpiter e Saturno
Nem mesmo Apolo se equipara

Utopia graciosa de minha mente
Concedida por Minerva
Inspirada em Afrodite
E amparada por Odin

Sedutora, perigosa
Imensurável complexo
Oh meu belo pecado
Vida!

Imprevisibilidade de mim

Ah! Porque essa balburdia
Instalou-se em mim
Todo esse barulho
Toda essa loucura

E ainda que sinta tudo
O vazio me consome
E apesar do vazio
O ruido é imensurável

O eco me ensurdece
O reflexo me cega
Meu coração palpita
Tenho medo de viver

Quero ser feliz
Mas choro
Quero harmonia
Mas sou conflituoso

Finalmente vejo
A aurora da vida
E subtamente
Acordo!

domingo, 26 de novembro de 2006

Inexplicável explosão!

Uma explosão
Cores indisciplinadas
Subjulgam o ser
A fascinação desintegra-se
Mas não há previsibilidade
Algo diferente
Algo novo
Uma viagem
Um retiro
Força sem brutalidade
Inteligência sem saber
Milhões de sentimentos e sentidos
E uma só vontade
O choro transborda
Mas o sorriso não se fecha
Dor é alívio
Ficar é partir
Sentir é viver
Morrer é sentir
E tudo é você!