Todo o dia ela aparece cheia de mistérios.
Singelamente me convida a me entregar
Resisto, me mantenho centrado
Fecho meus olhos, não me deixo tentar
Até que me perco em sua imensidão
O tempo se perde, o espaço perde proporção
Mais uma vez invadido, enganado, violado
Sugado para um plano perfeito pelo medo intocado
Ah vício diário, meu infinito brilhante
Solução dos devaneios, meu torpor inadiável
Minha bela, minha ostentação
Cultiva minha alma minha inspiração
Assim como chegas também se vai
Na surdina sem sequer um aviso
Mas sempre volta, sempre infinita
Sempre minha, só minha.